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nossa história

Fortaleza é uma cidade abarrotada de festas, eventos e praias. É com certeza, a cidade mais cosmopolita do Nordeste. Foi nela que nasceu uma galera, que está sempre disposta a encarar os maiores bunekos que você possa imaginar.

Para quem não sabe, “botar buneko”, “bunekar”, "fazer o maior buneko”, termos tipicamente cearenses, significam simplesmente farrear, fazer bagunça, cair na gandaia, etc. Acabamos por acolher este termo para dar nome a nossa turma.

Sandro, Chatô e Paulim se conheceram no Colégio Santa Cecilia, pois lá estudavam desde os primórdios. Sandro por sua vez, conhecia o Magão do seu prédio há mais de 10 anos. Com a chegada do Dadau ao edifício de ambos, formou-se um trio etílico da pesada. A Central é justamente a junção do trio Sandro-Magão-Dadau, com a dupla Chatô-Paulim. Daí foi só alegria, mulheres, cervas, canas, vexames incontáveis e inevitáveis, enfim, buneko pra tudo que é lado! Juntando os amigos de cada um, mais os amigos dos amigos, surge então uma das galeras mais bagaceiras desta "Loira Desposada do Sol" que é Fortaleza.

Dessas nossas saídas originaram-se tantas histórias verídicas hilariantes, que dariam até pra fazer um filme. Foi então quando decidimos colocar nossas macacadas na Internet. Junho de 1999: Chatô tenta, de todas as formas, aprender a usufruir da poderosa rede mundial de computadores. Na época tudo era muito complicado, mesmo assim, aos trancos e barrancos, surge no dia 23 daquele mês o primeiro site da Central do Buneko.

  » algumas das várias versões do site

Divulgação feita, galera empolgada, surge uma invenção muito doida: que tal se a gente virasse uma produtora de eventos? O auge se deu na festa denominada Aldeia Global, com o que havia de mais moderno na época. Cerca de duas mil pessoas curtiram na "Highness", antigo Divina Arte, os três ambientes do evento: Pane, Zippy e WSete no palco principal; DJ Gérson Fox na boate, no 2º andar; e Galdênio & Banda tocando o melhor do MPB Acústico em ambiente reservado com ar-condicionado.

Depois, ainda vieram os sábados de pagode no Kaya Bar, nas Dunas. Atualmente, com cada bunekeiro já seguindo com sucesso suas profissões, as especialidades são organizações de pequeno porte e grande qualidade, envolvendo justamente a Central, seus amigos e aqueles amigos dos amigos. Todo ano acontece o já tradicional São João, e durante o carnaval e reveillon sempre é criado um novo "quartel general", a Central do Buneko Suítes Resort.

sócios da central

A Central do Buneko é uma verdadeira família. Depois de muitos bunekos e dezenas de associados, forma-se uma diretoria de respeito. E para que ninguém apanhe, as primeiras-damas também têm os seus devidos destaques.

  » diretoria
Alysson Anderson Barreto Beckman
Chatô Dadau Ferreirinha Hélio
Hugo Leo Magão Magno
Michel Paulim Sandro Sobral

  » primeiras-damas
Ana Amélia Andréa Fabiana Gisele
Iracema Isabel Kamila Leila
Lívia Pâmela Renatinha Sarah
Vládia Vanielly        

dicionário da central

Com o intuito de tornar mais fácil e compreensível a comunicação com os diversos membros da Central, surgiu, no longíquo ano de 2002, este simples e didático texto, que caracteriza uma conversa comum ao cotidiano bunekeiro.

  » um dia na top's

Chatô: - Mas cadê você rapaz !?
Beckman: - É claaaaaro...
Chatô: - Vá por mim né !? E aí minha jóia, pessoalzim bom aí do lado ou não?
Beckman: - Primeira viu
Chatô: - E aí, tá intendendo? Tomar uma ou não?
Beckman: - Rapá... Tô intendendo
Chatô: - Afinal, alguém tem que beber nessa turma né?
Beckman: - É claaaro né.

Dadau: - UUU..
Chateu: - Vá por mim né !?
Beckman: - Faaaala cabeça de carneiro!
Dadau: - Faaala cabeça de vaca!
Beckman: - E aí Dom? Tá intendendo?
Dadau: - Claaaaro né, quinta-feirazinha e tal... Ô Rapaz.. megas hein? Oi amigas!
Chatô: - Lá está o Júnior.
Dadau: - Olha a cara do cagão, num tá nem vendo a gente..
Beckman: - MAGÃAAAAAAAAO !!!
Dadau: - MAGÃAAAAAAAAO !!!

Beckman: - Cadê vc rapaz !?
Chatô: - Diga lá minha jóia!
Dadau: - Claaaaaro né..
César: - Aâuuurrfff.... é "óvio"! Ih rapaz.. bom te ver hein..
Beckman: - Pessoalzim bom né?
Dadau: - Primeira!
César: - Cumé? Tá intendendo?
Beckman, Chatô, Dadau: - Tô intendendo!!
César: - Tomar uma ou não? Aâaaauuurrff
Chatô: - Rapaz, sempre é bom né!
Beckman: - Vamo esperar o resto da galera...
César: - Lá vem o Ferreirinha e o Barretovsk!

Ferreira: - Diz "Breck"!
Beckman: - Diga lá Panda!
César: - Cadê você rapaz! Um "pouco meio" saudoso ou não?
Dadau: - Faaaala carneiro!
Barreto: - E aí galera, é um prazer muito grande pra vcs a minha presença...
Chatô: - "Diiizz" Pô! ihh, o Saradão por aqui...
Sandro: - E aí "jovens"?

(Cumprimentos gerais)

Sandro: - E aí? Bigodezim ou não?
Chatô: - Rapá tenho o horário CD ainda. Afinal, alguém tem que estudar nessa turma né!?
César: - "Nãaaaaaoamigo"!
Dadau: - É rapaz, eu não posso mais faltar aula também não, senão eu me lasco.
Beckman: - Calma rapaz... A gente vai "logo após"...
Dadau: - Claaaaro né!
Beckman: - Vá por mim!
Ferreira: - Ei galera, eu vou já sair fora ó. A Renata vai lá em casa.
César: - Vai panda!
Chatô: - Carneiro!

(Celular)

Beckman: - É o Paulinho... Diga aí "meu querido"!
Paulinho: - Claaaaaro né! "Fecha Rogerinho!" e aí?... tá intendendo?
Beckman: - Rapá... tá todo mundo intendendo aqui.
Paulinho: - Eu tô aqui no Gaspar, claaaro né. Tem até umas bichinhas aqui... tá um espetáculo! (Gaspaaaar, mais uma dose de Vodka!)
Beckman: - Pois eu vou falar com a galera aqui...
Paulinho: - Beleza, então a gente se comunica aí mais tarde, é claaaaaro né..
Beckman: - Vá por mim! Business, Business
Paulinho: - É claaaro... Business, business... UUU!

Beckman: - Cumé? Gasparzim ou não?
Chatô: - Rapaz, Gasparzim caía bem agora, hein? Espetáculo.
César: - Aâaauurrrff.. to intendendendo.. "Litrosozim" ou não?
Beckman: - AAaaaauurrf.. é claaro..
Dadau: - Rapaz... hoje eu to afim de "tomar uma grande" viu...
Ferreira: - "irrgouddiorrgdio"... ai jesus!
Sandro: - Chegar em casa "meloso" ou não? "Paaaare com eeeeessa tremedeeeeira"!
Barreto: - Mais tarde eu passo lá.. tenho que sair com a muié.
César: - Vai panda!
Chatô: - Carneiro!

Barreto: - Eu compro uma "Slova Melosevich" e vou pra lá... tá intendendo.. Olha aí o Leo.
Leo: - Claaaaro né... uuuu!!
Sandro: - Rapaz, Gasparzim ou não?
Leo: - Ó o doido!
Chatô: - "Quiéeeeeeeesso" pô... coisa de Dom!
César: - Coisa de lord!
Dadau: - Dom Babau! Vá por mim!
Leo: - Nãaa.. consegui umas cortesias para o "(algum lugar)" com o Zezim, primo do Huguim, que é dono do "(alguma grande empresa)", que era casado com a Mariazinha, irmã do Joãozim, dono da (outra grande empresa)... etc... Claaaaro coisa de lord.
Beckman: - Vamo logo acabar com a putaria que ninguém vai assistir aula nessa porra!
César: - É maxu, vamo logo!
Dadau: - Vixe doido, cheguei agora... já não assisti a primeira aula.
Ferreira: - "Pra aprendê né"!? Quem mandou?
Leo: - "Pra aprendê né"!?
César: - Então falou! a gente se encontra lá! Beijo na bunda!


  » glossário

"Cadê você rapaz!?"
Saudação cordial largamente difundida entre os membros bunekeiros da central.
- Similar ao "Olá, como vai?" do português.

"Tá intendendo?" = Similar à "Tomar uma ou não?"
Convite informal para a degustação e consumo indiscriminado de bebidas alcóolicas, acompanhado de tentativas, frustradas ou não, de conquista de indivíduos do sexo feminino com o intúito de perpetuar a espécie ou apenas "dar umazinha".

"É Claaaaro!"
Saudação cordial; visa anunciar a chegada de mais um bunekeiro no recinto. Expressão geralmente utilizada em resposta à supracitada "Cadê você Rapaz!".

"Pra aprender né..."
Justificativa para atos vergonhosos, ilícitos ou bunekos de baixo escalão.
Ex: " - Rapaz.. tu se melou ontem hein? passou vergonha! e ainda pegou um gato véi ridículo! Pra aprender né..."
- Do português: "É para aprender a não fazer mais isso".

"Vá por mim!"
Expressão geralmente utilizada em resposta à supracitada "é claaaro...". Visa expressar concordância a respeito de alguma idéia ou identificação imediata com os valores e costumes do bunekeiro da central.

"Pessoalzim bom..." = Similar à "Megas hein... "
Expressão utilizada para alertar outros bunekeiros da presença de mulheres interessantes no recinto.
- Do português: "Pessoas interessantes".

"Bom te ver..."
Espressão utilizada geralmente em resposta à supracitada "pessoalzim bom". Exprime conciência da presença de mulheres interessantes no recinto e concordância imediata com a opinião do outro bunekeiro no tocante aos dotes físicos das moçoiras.

"Aaaauurrrff!"
Onomatopéia característica do bunekeiro da central. Exprime a idéia de concordância, como "é claro que sim".
Ex: - "E aí? Tá intendendo?" (Vamos beber?) Aaaauuurrff!" (é claro que sim)"
- Grunhido utilizado pelo bunekeiro quando este, por razões etílicas ou não, embola a língua ou esquece do que estava falando, acabando assim por não terminar a frase.
- Substitui com eficácia a cara de otário do bunekeiro ao praticar qualquer ato de imbecilidade ou ao receber qualquer tipo de repreensão de outros bunekeiros.
- Por se tratar de um simples grunhido, pode não ter significância exata, dependendo assim do grau de imaginação ou de embreaguez do bunekeiro a sua utilização. Porém alguns estudiosos afirmam que se os bunekeiros da central fossem animais e vivessem na floresta provavelmente esse seria o barulho que iriam emitir.

"UUUuu!"
Similar ao "Aâaauurrff!", porém adaptado para os membros da central com uma dicção menos previlegiada (para não dizer Dadau).

"Carneiro" = Similar à "Panda"
Espécie em extinção entre os sócios da central (Tá dizendaí). Indivíduo dominado pela mulher, namorada, etc, que atende à todos os desejos da dita cuja e se ainda não apanha dela, pelo menos merecia para deixar de ser Panda!
- Do cearense: "Barriga Branca""

"Litroso"
Garrafa contentendo qualquer tipo de bebida alcólica, que caracteriza o elemento essencial para manutenção do estilo de vida do bunekeiro
- Do Português: Litro.

"Meloso"
Bêbado. Indivíduo altamente alcoolizado e, sendo assim, propenso a cometer atos nada invejáveis que podem levar à chamada ressaca moral ou o contrário, bunekos antológicos que ficarão na a história e serão contados aos netos e bisnetos.

"Irrgouddiorrgdio!"
Dentre todos os verbetes e expressões difundidos entre os membros da central, este figura entre os completamente incompreesíveis. Aparentemente sem significado consistente, esta expressão é utilizada por somente um dos membros da Central de modo que somente este estaria apto a explicar o porquê de sua existência. Alguns acham que este ruído caracteriza o começo de um arroto ou o final de um soluço, outros defendem a idéia de que possa ser sinal de algum dano cerbral causado pela ingestão regular e exagerada de álcool. Maiores dúvidas procure o Ferreira.

"Dom" ou "Lord"
Título de nobreza atribuído à alguns membros da Central que se destacam em termos de elegância, charme e poder aquisitivo. Vale ressaltar que este título somente é reconhecido pelos próprios "Dom's" e que tal destaque e diferenciação só existe na imaginação deles mesmos. Porém esta expressão nos rende outras de uso frequente como: "Coisa de Dom" ou mesmo "Coisa de Lord". Estas visam caracterizar ações ou objetos que possuem relativo nível de status e importância agregados. (ou não, né).

"Bigode"
Bar já tradicional situado nas imediações da Unifor e refúfio dos alunos, digamos... menos assíduos às aulas.

"Logo Após"
Expressão utilizada para dar a idéia de: "vamos ficar por aqui batendo papo e chegar na aula só mais tarde. Se o papo estiver bom, adeus aula." Na verdade é uma expressão que visa reduzir o peso na consciência (se é que existe) do membro da central ao gazear uma aula ou parte dela.

"Business, business..."
Esta expressão é difundida essencialmente entre os membros proletariados da central. Poderíamos traduzir como: "Não posso falar agora, estou ocupado. Me ligue mais tarde". Vale ressaltar que a "ocupação" no caso nem sempre caracteriza atividades laborais, mas quaisquer tipos de ocupação que exija a devida atenção e concentração do bunekeiro, como por exemplo um "pessoalzim bom".

Conclusão: Esperamos que os esclarecimentos acima ajudem na compreesão do dialeto utilizado entre os membros da central e possibilitem que muitos outros bunekeiros ao redor do mundo desfrutem desta liguagem rica e peculiar que faz dos membros da Central o centro das atenções das todas as mesas vizinhas nos bares que frequentam.

Fonte: Pesquisa de campo e entrevistas com membros da Central e funcionários dos estabelecimentos mais frequentados pelos membros da Central, como os citados abaixo:

- Z - Garçom do restaurante Picanha Grill
- X - Garçom do bar do Gaspar
- Y - Garçom do Bigode
- V - Funcionária da Top's
- W - Segurança do Guararapes

Obs: Os entrevistados não quiseram se identificar para evitar que se tornem alvos em potencial dos bunekos da Central, como:
- Serem reconhecidos por um bunekeiro em lugares públicos;
- Serem chamados de "meu querido" em voz alta no local de trabalho;
- Apertando a mão dos bebuns trocentas vezes ouvindo "você é meu chapa" antes de estes de irem embora;
- Evitar que os bunekeiros fiquem sempre na sua área de atendimento, fazendo com que seja o último a ir embora;
- Aceitar vender fiado.

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